Áreas de Atuação
Bem-vindo à página sobre o dia a dia da minha atuação em Ortopedia e Cirurgia da Mão.
Acredito que a transparência e a informação trazem segurança ao tratamento. Aqui, apresento o universo da nossa especialidade: as lesões que tratamos, os exames diagnósticos e os materiais e equipamentos de alta precisão que utilizamos, além de detalhar a segurança da anestesia e as etapas da reabilitação para sua recuperação completa.
Para explorar cada um desses temas, basta clicar nos botões do menu abaixo.
Minhas Especialidades
Ortopedia

A Ortopedia cuida da saúde global do sistema musculoesquelético. Minha atuação vai além da cirurgia: envolve o diagnóstico preciso e o tratamento clínico de dores, inflamações e desgastes articulares.
O objetivo é tratar deformidades — sejam elas congênitas ou adquiridas — e restaurar a função mecânica do corpo, permitindo que o paciente retome sua mobilidade com qualidade de vida.
Traumatologia

Ramo dedicado às urgências e lesões agudas, como fraturas, luxações e lesões ligamentares decorrentes de acidentes, quedas ou prática esportiva.
Na traumatologia do membro superior, o tempo e a precisão são cruciais. Buscamos o tratamento imediato para alinhar as estruturas ósseas e reparar tecidos, evitando sequelas permanentes e garantindo uma reabilitação mais rápida.
Cirurgia da Mão

Uma especialidade que une conhecimentos ortopédicos, vasculares e neurológicos. Tratamos não apenas a mão, mas todo o membro superior (do cotovelo às pontas dos dedos).
A mão possui uma anatomia complexa, com 27 ossos e uma rede intrincada de tendões e nervos. O especialista é o único capacitado para navegar com segurança por essas estruturas, preservando a sensibilidade e os movimentos finos.
Microcirurgia Reconstrutiva

A união da medicina com a tecnologia de precisão. Utilizando microscópios e lupas de alta magnificação, realizamos o reparo de estruturas invisíveis a olho nu.
É fundamental para reconstruir nervos periféricos lesionados, suturar vasos sanguíneos de menos de 2 milímetros e realizar retalhos complexos, sendo muitas vezes o fator decisivo para o salvamento de um membro traumático.
O Que Tratamos: Tipos de Lesões
A Estrutura do Osso
Ao contrário do que parece, o osso é um tecido vivo, vascularizado e em constante renovação.
Macroscopicamente: Dividimos os ossos longos (como os do dedo e antebraço) em três partes: a Epífise (as pontas articulares), a Metáfise (região de transição rica em suprimento sanguíneo) e a Diáfise (o corpo central, mais rígido).
Microscopicamente: É formado por uma matriz de cálcio (dureza) e colágeno (flexibilidade), organizada em camadas compactas externas e trabeculados (esponjosos) internos.
O que é uma Fratura?
A fratura é a perda da continuidade óssea, ou seja, a quebra da estrutura rígida do esqueleto. Ela ocorre quando o osso é submetido a uma força maior do que ele pode suportar. O tratamento visa não apenas ‘colar’ o osso, mas restaurar sua anatomia original para garantir o movimento perfeito.
Classificação pelo Traço (Geometria)

Fratura Simples: Ocorre quando há apenas um traço de fratura, dividindo o osso em duas partes. Geralmente, é mais fácil de alinhar e tratar.
Fratura Cominuta: Uma lesão de alta energia onde o osso se fragmenta em três ou mais pedaços. É como um ‘quebra-cabeça’ que exige reconstrução cirúrgica complexa e placas especiais para estabilização.
Classificação pela Localização

Fratura Diafisária: Acontece no corpo do osso (diáfise), a parte longa e central. Geralmente não afeta o movimento da articulação diretamente.
Fratura Articular: Atinge a superfície da articulação (cartilagem). É uma lesão crítica: se o ‘degrau’ articular não for corrigido com precisão milimétrica, pode levar ao desgaste precoce (artrose) e dor crônica.
Tipos Específicos

Fratura-Avulsão: Ocorre quando um ligamento ou tendão é esticado violentamente e ‘arranca’ um pedaço do osso onde estava preso. Muito comum nos dedos (trauma esportivo).
Fratura Exposta: Uma urgência ortopédica onde a ponta do osso perfura a pele, entrando em contato com o meio externo. O risco de infecção é alto, exigindo limpeza cirúrgica imediata.
Fratura Patológica: Quando o osso quebra devido a uma fragilidade pré-existente (como um tumor ou cisto), e não por um trauma forte. O osso quebra ‘sozinho’ ou com esforço mínimo.
Fraturas Infantis (O Osso da Criança)

O esqueleto da criança apresenta características únicas: é mais elástico e possui zonas de crescimento ativo. Por isso, sofre tipos específicos de lesão que não ocorrem nos adultos:
- Tórus: Uma fratura por compressão, muito comum no punho após quedas. O osso não se separa, mas sofre uma impacção e cria uma pequena ‘ruga’ ou saliência lateral, como se tivesse amassado.
Galho Verde: Semelhante a tentar quebrar um ramo verde de árvore. O osso enverga e a fratura ocorre apenas no lado da tensão (convexo), permanecendo intacto do lado oposto.
Epifisária (Salter-Harris): Atinge a placa de crescimento (fise). É a lesão mais delicada, pois exige um alinhamento perfeito para evitar que o osso pare de crescer ou cresça com deformidades no futuro.
O que é uma Articulação?

A articulação é a ‘dobradiça’ que conecta dois ossos. Ela é uma estrutura complexa composta por cartilagem (que amortece o impacto), envolta por uma cápsula articular (um envelope impermeável) e estabilizada pelos ligamentos. No interior dessa cápsula, banhando tudo isso, existe o líquido sinovial: um fluido viscoso fundamental para nutrir a cartilagem e lubrificar o movimento, reduzindo o atrito.
Para que Servem os Ligamentos?
Os ligamentos são como cintas fibrosas, firmes e pouco elásticas, que prendem um osso ao outro. A função deles é estática: eles limitam o movimento para que ele não vá além do normal. São os ‘freios’ de segurança que impedem que o dedo ou punho dobrem para lados que não deveriam.
Graus de Lesão: Estiramento e Rotura
Quando forçamos a articulação além do limite, ocorre a entorse.
Estiramento: As fibras do ligamento são esticadas, causando dor e inchaço, mas sem se romperem.
Rotura: O trauma é forte o suficiente para rasgar o ligamento (parcial ou totalmente). Aqui, a ‘cinta de segurança’ falha.
O Mito da "Luxação"

Existe uma confusão popular onde se diz ‘foi só uma luxação’ para se referir a uma batida leve. Na medicina, é o oposto. A Luxação ocorre quando a articulação se desfaz completamente e os ossos perdem o contato (saem do lugar). Isso exige a ruptura grave de ligamentos e da cápsula articular. É uma urgência que precisa ser colocada no lugar (reduzida) imediatamente para não comprometer a circulação sanguínea.
Instabilidade Crônica
Se uma lesão ligamentar ou uma luxação não forem tratadas corretamente (com imobilização adequada ou cirurgia), os ligamentos cicatrizam ‘frouxos’. Isso leva à instabilidade: a articulação perde a firmeza, causando dor, falta de força e a sensação de que o osso está saindo do lugar durante o uso da mão.
Cisto Sinovial ("O Caroço")

É o tumor benigno mais comum da mão e punho. O cisto ocorre quando há uma falha na cápsula articular (uma ‘hérnia’), permitindo que o líquido sinovial vaze para fora e forme uma bolsa sob a pele.
Existem variações específicas dependendo da localização, como o Cisto Dorsal de Punho (o mais comum), o Cisto Mucoso (nas articulações finais dos dedos) e o Cisto de Polia (na base dos dedos). Embora não sejam graves, podem limitar a mobilidade e causar dor. O tratamento visa fechar essa falha na cápsula para evitar recidivas.
Anatomia: O Motor e a Corda

Para haver movimento, precisamos de duas peças fundamentais:
O Músculo: É o motor biológico. Ele fica localizado principalmente no antebraço e tem a capacidade de contrair (encurtar), gerando força.
O Tendão: É a corda de transmissão. Ele não contrai, mas é extremamente resistente. Sua função é conectar o músculo ao osso, transferindo a força gerada no antebraço até a ponta dos dedos para gerar o movimento.
Lesões Musculares (Estiramentos)
Ocorrem quando as fibras do músculo são esticadas além do limite ou sofrem impacto direto.
Curiosidade: Diferente do futebol ou corrida, onde lesões musculares na coxa e panturrilha são frequentes, na Cirurgia da Mão as roturas do ventre muscular são menos comuns. No membro superior, a estrutura que costuma falhar sob tensão é o tendão ou sua inserção óssea, e não o músculo em si.
Lesões Tendíneas Traumáticas

São as lesões mais frequentes em emergências. Como os tendões da mão correm muito próximos à pele, qualquer corte com vidro ou faca pode seccioná-los (“cortar o cabo de aço”).
Flexores: O paciente perde a capacidade de dobrar o dedo.
Extensores: O paciente não consegue esticar o dedo. O tratamento é sempre cirúrgico para reconectar as pontas.
Rupturas Tendíneas Espontâneas (Degeneração)
Nem toda ruptura vem de um corte. Em casos crônicos, o tendão pode se romper ‘sozinho’ devido ao desgaste silencioso. Isso ocorre principalmente em pacientes com Artrite Reumatoide (inflamação crônica) ou após fraturas de punho antigas, onde o tendão fica raspando em irregularidades ósseas ou placas até se romper por atrito (agindo como uma corda roçando em uma pedra).
Tendinites e Tenossinovites

Embora popularmente chamadas de ‘tendinite’, as doenças dos tendões não ocorrem apenas por esforço repetitivo. Elas são o resultado de um desequilíbrio entre a carga que o tendão recebe e sua capacidade biológica de se regenerar. Classificamos em três mecanismos principais:
Sobrecarga e Microtraumas (Overuse): Quando o uso repetitivo excede a resistência das fibras de colágeno. Isso gera micro-rupturas que o corpo tenta cicatrizar, mas, se o esforço continuar, o tecido entra em um ciclo de degeneração (tendinose), tornando-se mais fraco e doloroso, mesmo sem ‘esfregar’ em nada.
Atrito e Compressão (Tenossinovites): Nos locais onde os tendões passam por túneis estreitos (polias e retináculos), o inchaço da bainha que envolve o tendão prejudica o deslizamento. É o mecanismo clássico do Dedo em Gatilho e da Tendinite de De Quervain.
Fatores Metabólicos e Sistêmicos: Doenças como Diabetes e Artrite Reumatoide, além de alterações hormonais, modificam a qualidade do tecido tendíneo, tornando-o mais rígido e suscetível a inflamações, independente do nível de atividade física do paciente.
O que é um Nervo?

Imagine um cabo elétrico complexo. O nervo é formado por milhares de fibras (neurônios) que transportam sinais elétricos através de sinapses. Ele é revestido por camadas de proteção (Epineuro) e organizado em feixes (Fascículos). Diferente de um fio comum, o nervo é vivo: ele precisa de sangue para funcionar, nutrido por microvasos que correm em seu interior, chamados de Vasa Nervorum.
Funções: Sensibilidade e Motricidade
Nem todos os nervos são iguais. Eles se dividem em três categorias:
Sensitivos: Apenas captam informações do ambiente (tato, dor, temperatura) e enviam ao cérebro.
Motores: Apenas transportam o comando elétrico do cérebro até o músculo para gerar movimento.
Mistos: A maioria dos grandes nervos da mão (como o Mediano e Ulnar) possui os dois tipos de fibras no mesmo cabo. Uma lesão neles afeta tanto o sentir quanto o mover.
Síndromes Compressivas

Os nervos percorrem trajetos longos, passando por dentro de túneis estreitos formados por ossos e ligamentos (como se fossem ‘gargalos’).
Como ocorre: Quando há aumento de pressão nesses túneis (por inflamação, inchaço ou anatomia), os microvasos que nutrem o nervo (Vasa Nervorum) são comprimidos. Isso causa isquemia (falta de sangue), levando ao sofrimento do nervo, formigamento e, se não tratado, à morte das fibras.
Sítios mais comuns: A compressão mais frequente é no punho (Síndrome do Túnel do Carpo – Nervo Mediano), seguida pela compressão no cotovelo (Síndrome do Túnel Cubital – Nervo Ulnar) e no canal de Guyon.
O Tratamento: Visa abrir o teto desse túnel para restaurar o fluxo sanguíneo. Mesmo em casos crônicos onde já existe sequela, a cirurgia é fundamental para estancar a perda de função e permitir a recuperação possível do nervo.
Trauma: Cortes e Neuromas

Quando um nervo é cortado (por vidro, faca ou trauma), a desconexão é imediata. A região adiante do corte perde suas funções: fica anestesiada (sem sensibilidade) e paralisada (sem movimento).
O Tratamento (Neurorrafia): O nervo cortado não consegue cruzar a falha sozinho; ele precisa de um guia. A microcirurgia reconecta os tubos neurais para orientar o crescimento das fibras. Isso é vital para ambos:
Motores: Existe uma urgência maior, pois se o músculo ficar muito tempo sem sinal, ele atrofia e perde a capacidade de voltar a funcionar.
Sensitivos: O reparo é essencial para devolver o tato (proteção da mão) e evitar a formação do Neuroma — uma cicatriz dolorosa na ponta do nervo cortado que gera choques ao menor toque.
Tumores Neurais

São nódulos que crescem nas células que revestem o nervo. O tipo mais comum é o Schwannoma. Felizmente, a grande maioria é benigna e de crescimento lento. O sintoma clássico é o sinal de ‘Tinel’: um choque que corre para a ponta dos dedos ao batermos levemente sobre o local. A microcirurgia permite remover o tumor preservando, na maioria das vezes, a função do nervo.
Diagnóstico e Exames Complementares
Radiografia (Raio-X)

É o exame inicial para quase todas as queixas. Fundamental para visualizar a estrutura óssea, identificar fraturas, avaliar o alinhamento das articulações e detectar sinais de desgaste (artrose).
Tomografia Computadorizada

Funciona como um Raio-X avançado em 3D. É essencial no planejamento cirúrgico de fraturas complexas (que envolvem a articulação) e para avaliar se o osso está consolidando (‘colando’) corretamente.
Ultrassonografia

Um exame dinâmico e ágil. Permite avaliar tendões, ligamentos e cistos em tempo real, inclusive com a mão em movimento. Ótimo para guiar infiltrações e diagnosticar inflamações.
Ressonância Magnética

O padrão-ouro para partes moles. Oferece imagens de altíssima definição para diagnosticar lesões de ligamentos profundos, cartilagem, tumores ou necrose óssea (falta de circulação).
Eletroneuromiografia

O ‘teste elétrico’ dos nervos. Avalia a velocidade de condução do impulso nervoso, sendo indispensável para confirmar diagnósticos de compressão (como Túnel do Carpo) e diferenciar de problemas na coluna cervical.
Exames Laboratoriais

Análises de sangue fundamentais para o preparo pré-operatório (risco cirúrgico) e para investigar doenças sistêmicas que afetam a mão, como Artrite Reumatoide, Gota e Diabetes.
Opções de Tratamento
Introdução
Nossa filosofia é clara: a cirurgia deve ser indicada apenas quando os métodos conservadores não são suficientes ou quando a lesão exige intervenção imediata. Grande parte dos problemas da mão e do punho pode ser tratada de forma não invasiva.
Fraturas sem Desvio e Redução Incruenta
Fraturas Estáveis: Quando o osso quebra, mas os fragmentos continuam alinhados (sem desvio), o tratamento exige apenas manter a região imóvel para que o corpo forme o calo ósseo.
Redução Incruenta (“Colocar no lugar”): Se houver um desvio leve ou uma luxação (osso fora da junta), realizamos manobras manuais sob anestesia local para realinhar a estrutura sem a necessidade de cortes cirúrgicos.
Tipos de Imobilização
Para garantir o repouso da estrutura lesada, escolhemos a imobilização ideal para cada fase do tratamento:
Tala Gessada: Usada na fase aguda (logo após o trauma), pois é aberta de um lado e permite que o membro inche com segurança.
Gesso Circular: Utilizado após o inchaço diminuir, oferecendo imobilização rígida e definitiva.
Tala Metálica: Pequenas hastes de alumínio forradas, ideais para imobilizar fraturas simples ou lesões de tendão apenas na ponta dos dedos.
Órteses Sob Medida: Confeccionadas em material termoplástico por Terapeutas da Mão. São leves, removíveis para o banho e mantêm a posição exata para a cicatrização.
Buddy Taping (Sinergia): Técnica simples onde unimos o dedo fraturado ou torcido ao dedo vizinho sadio com esparadrapo. O dedo bom serve como uma “tala viva” para o dedo machucado.
Infiltrações e Medicações
Infiltrações: Aplicação de medicamentos (como anti-inflamatórios ou ácido hialurônico) diretamente no local da dor. É um tratamento altamente eficaz para tendinites (como o Dedo em Gatilho) e desgaste articular (Artrose), aliviando a dor sem cirurgia.
Introdução
Quando a cirurgia é o melhor caminho para restaurar a função da sua mão, dispomos de um arsenal tecnológico avançado. A Cirurgia da Mão é uma área de extrema delicadeza, onde o sucesso depende do respeito à anatomia e do uso de materiais de alta precisão.
A Filosofia do Acesso Cirúrgico
Fixação Percutânea: Em algumas fraturas, não precisamos abrir a pele. Inserimos pinos metálicos através de “furos” milimétricos, guiados por Raio-X em tempo real. É uma técnica rápida e minimamente invasiva.
Redução Aberta (A Via Cirúrgica): Quando o osso precisa de reconstrução visual direta, fazemos uma incisão. O grande diferencial da nossa especialidade é a dissecção cuidadosa: antes de chegar ao osso, isolamos, afastamos e protegemos cada nervo, vaso sanguíneo e tendão, garantindo que nenhuma estrutura nobre seja lesada.
Materiais de Fixação (Implantes)
Utilizamos implantes de titânio ou aço cirúrgico de qualidade internacional para estabilizar os tecidos:
Placas e Parafusos (Mini e Micro fragmentos): Placas extremamente finas desenhadas para caber nos pequenos ossos dos dedos sem raspar nos tendões.
Placas Bloqueadas de Rádio Distal: O padrão-ouro para fraturas do punho. Os parafusos “travam” na placa, criando uma estrutura tão firme que permite ao paciente movimentar os dedos logo nos primeiros dias após a cirurgia.
Parafuso de Herbert: Um parafuso especial que fica totalmente escondido dentro do osso (não tem “cabeça”). Essencial para fraturas do osso Escafoide.
Fios de Kirschner: Pinos lisos usados como guias ou para fixação temporária de ossos e articulações.
Âncoras: Pequenos “parafusos com fios de sutura” usados para amarrar e reinserir ligamentos e tendões rompidos de volta ao osso.
Tecnologia de Apoio
Para garantir resultados milimétricos e proteção aos tecidos, o ambiente cirúrgico conta com:
Garrote Pneumático: Funciona como um equipamento de pressão de alta precisão colocado no braço. Ele pausa temporariamente e de forma segura o fluxo de sangue para a mão. Isso cria um campo cirúrgico totalmente limpo e sem sangramentos, uma condição obrigatória na nossa especialidade para conseguirmos enxergar estruturas minúsculas com clareza absoluta.
Bisturi Elétrico (Monopolar e Bipolar): Equipamento vital para cauterizar (selar) os vasos sanguíneos cortados e evitar sangramentos. Dispomos de duas tecnologias:
Monopolar: Utilizado para cortes e coagulação de áreas um pouco maiores e superficiais.
Bipolar: Essencial na microcirurgia. É uma pinça finíssima onde a corrente elétrica passa apenas entre as duas pontas. Isso nos permite cauterizar um microvaso que esteja colado a um nervo, sem que a energia “vaze” e machuque as estruturas nobres vizinhas.
Radioscopia (Arco em C): Um aparelho de Raio-X contínuo que nos permite ver os ossos e a posição exata dos implantes em tempo real, funcionando como um “GPS” anatômico para guiar cirurgias minimamente invasivas.
Lupas de Magnificação e Microscópio: Equipamentos ópticos que ampliam a visão. São indispensáveis para identificar e suturar (costurar) nervos e artérias, que frequentemente têm a espessura de um fio de cabelo.
Artroscópio e Lâmina Endoscópica: Câmeras de alta definição introduzidas através de furos milimétricos. São usadas para visualizar e tratar lesões dentro das articulações (Artroscopia de punho) ou para liberar o Túnel do Carpo por vídeo, proporcionando cortes menores, menos dor e uma recuperação acelerada.
Anestesia e Segurança
A escolha da anestesia é feita de forma individualizada, visando o conforto e, acima de tudo, a segurança do paciente. Trabalhamos com diversas modalidades:
WALANT (Wide Awake Local Anesthesia No Tourniquet): Uma técnica moderna onde o paciente permanece acordado, sem sedação profunda e sem a dor do garrote. Permite testar o movimento dos tendões durante a própria cirurgia.
Bloqueios Regionais Distais: Anestesia aplicada apenas na região do punho ou dos dedos, ideal para procedimentos menores.
Bloqueio de Plexo Braquial: Adormece todo o membro superior (do ombro à mão), oferecendo excelente controle de dor no pós-operatório imediato.
Sedação e Anestesia Geral: Reservadas para procedimentos mais longos ou para pacientes que preferem dormir durante todo o processo, sempre com monitoramento contínuo do médico anestesiologista.
Reabilitação e Terapia da Mão
A cirurgia é apenas metade do caminho. Na Cirurgia da Mão, o pós-operatório é tão importante quanto o procedimento em si.
Acompanhamos de perto o processo de reabilitação em parceria com Terapeutas da Mão. Protocolos específicos de mobilização precoce são instituídos para evitar rigidez articular e aderências tendíneas. O uso de órteses personalizadas e exercícios direcionados são fundamentais para que o paciente recupere a força, a sensibilidade e a função completa para retornar ao trabalho e ao esporte.
